Mobilidade e desenvolvimento

Alfredo Lindner Jr.

Muito importante e oportuna a ideia dos eventos relacionados aos 160 anos de Blumenau. O debate sobre a Mobilidade Urbana foi um sucesso de mídia e de marketing, mas deixou a desejar em relação a resultados práticos e sugestões objetivas para criar novos princípios e parâmetros em relação ao planejamento urbano da cidade. Falou-se demasiadamente em corredores de ônibus, assunto já superado e em vias de implantação na cidade. Faltou tempo para a plateia que lotou o auditório e que saiu frustrada, como eu. Sabe-se que os corredores de ônibus por si só não resolverão os problemas da nossa imobilidade. Faltam outras decisões, principalmente em relação às diretrizes básicas do Plano Diretor implantado em 1976 no governo Felix Theiss e não implementadas até hoje.

O Anel Viário Norte até foi implantado, parcialmente, mesmo de forma errônea e subdimensionado em trecho central, devido à inobservância dos Códigos de Posturas – do próprio Plano – pelos administradores que se seguiram. Funciona precariamente. Por outro lado, ninguém foi capaz de ao menos iniciar e concluir estudos e projetos para a implantação do Anel Sul, ligando o Distrito do Garcia ao Bairro da Velha. Sem ele, jamais se melhorará a mobilidade no centro da cidade!

Blumenau foi uma das primeiras cidades brasileiras a ter o seu Plano Diretor, na década de 70, mas nenhuma administração pública posterior conseguiu encaminhar este assunto, que é básico e fundamental para a definição do nosso sistema viário. Mobilidade urbana é em síntese um atributo das cidades e se refere à facilidade de deslocamentos de pessoas e bens no espaço urbano. Possibilidade de ir e vir cotidiano. É mais do que chamamos de transporte urbano, ou seja, mais do que o conjunto de serviços e meios de deslocamento de pessoas e bens.

Segundo o próprio Ministério das Cidades, “pensar a mobilidade urbana é pensar como se organizam os usos e a ocupação da cidade e a melhor forma de garantir o acesso das pessoas e bens ao que a cidade oferece (locais de emprego, escolas, hospitais, praças e áreas de lazer), não apenas pensar os meios de transporte e o trânsito.”

Mobilidade Urbana é Desenvolvimento Urbano.

ALFREDO LINDNER JR. Arquiteto e urbanista


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